Aldemir Martins 1922 a 1967

Aldemir Martins (Ingazeira, 8 de novembro de 1922 — São Paulo, 6 de fevereiro de 2006), foi um artista plástico brasileiro, ilustrador, pintor e escultor  autodidata, de grande renome e fama no país e exterior.
No Ceará, participou do Grupo Artys e da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), cuja atividade estava voltada para a renovação modernista no estado, juntamente com Antônio Bandeira, Inimá de Paula, Mário Barata, Barbosa Leite, João Siqueira, Luís Delfino, Raimundo Campos e Zenon Barreto entre outros. Em 1946, mudou-se para São Paulo.
Sempre se dedicou a temas relativos ao nordeste brasileiro que, em geral, foi tratado de maneira estilizada e lírica. Em 1950, fez o curso de gravuras do Museu de Arte de São Paulo. Também nessa época sua produção retratava o nordeste, porém de forma severa e dramática.


Fez desenhos em nanquim que serviram para estampar objetos e tecidos de decoração.

 

Participação em salões e prêmios

# Bienal de São Paulo, em 1951
# Bienal de São Paulo, em 1955, recebeu o "Prêmio de Desenho"
# IVº Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1955, recebeu a "Pequena Medalha de Ouro".
# Bienal de Veneza, em 1956, premiado na "Modalidade de Desenho";
# Salão Nacional de Arte Moderna, em 1959, recebeu o prêmio de "Viagem ao Estrangeiro";
# Bienal de São Paulo, em 1975;
# Ja falecido no ano de 2006;

Biografia

1922

Aldemir Martins nasce aos oito dias de novembro, em Ingazeiras, no vale do Carirí,estado do Ceará. galeriaimagens.jpgFilho de Miguel de Souza Martins e Raimunda Costa Martins. Seu pai era encarregado da construção de estradas de ferro na Rede Viação Cearense, por isso a família se mudou várias vezes durante sua infância. Finalmente estabeleceram-se na vila da Guaiúba, no município de Pacatuba, próximo à Fortaleza, quando Aldemir tinha, aproximadamente 11 anos.

1934

É enviado ao Colégio Militar de Fortaleza, onde é feito orientador artístico de classe devido à sua habilidade no desenho.

1939

Transfere-se para o Ateneu São José, onde conclui o curso ginasial.

1941-1945

Serve ao exército, onde desenha o mapa aerofotogramétrico de Fortaleza, conquista seu primeiro prêmio ao vencer o concurso promovido pela Oficina de Material Bélico da 10ª Região militar, na pintura de viaturas do exército, e é nomeado "Cabo Pintor".

1942-1943

Funda o Grupo Artys da Sociedade Cearense De Artistas Plásticos (SCAP), juntamente com Mário Barata, Barbosa Leite, Antônio Bandeira, João Siqueira, Luís Delfino, Raimundo Campos, entre outros pintores, poetas e escritores. Trabalha, também, como ilustrador para jornais, revistas e livros.

1942

Participa de exposição coletiva no IIº Salão de Pintura do Ceará, em Fortaleza.

1943

Participa de exposições coletivas no Iº Salão de Abril, e no IIIº Salão de Pintura do Ceará, em Fortaleza.

1944

Participa da exposição coletiva "Pinturas de Guerra", organizada pela SCAP em Fortaleza, Ceará.

1945

Trabalha como ilustrador, no Ceará, para os jornais : O Unitário, Correio do Ceará e o Estado . Ilustra também contos e poemas de Artur Eduardo Benevides, Eduardo Campos, Aluízio Medeiros e Antônio Girão Barroso, entre outros.
Vai para o Rio de Janeiro, onde já estava Antônio Bandeira, onde participa do 51º Salão de Belas Artes, na Galeria Askanasi.

1946

Transfere-se para São Paulo onde retoma sua atividade jornalística com ilustrações para a coluna "Bairros na Berlinda" publicada pelo "Correio Paulistano", com textos de Daniel Linguanotto e fotos de Chiquinho . Assina, também com Argeu Ramos, a coluna "Daniel comenta e Aldemir ilustra" publicada pelo jornal "A Noite". Faz, ainda, ilustrações para "O Jornal De São Paulo", para "O Diário" e para a revista "Elite". Desenhava as seções da Assembléia Legislativa de São Paulo com textos de Maurício Loureiro Gama. Nessa época é que conhece políticos que se tornariam expoentes do cenário nacional, como Ulisses Guimarães, Auro de Moura Andrade, Roberto de Abreu Sodré, e outros.
Ilustrou, ainda, textos e poesias de escritores como Domingos Carvalho da Silva, José Escobar Faria, Mário da Silva Brito, Jorge Medauar, André Carneiro, Dulce Carneiro, César Memolo Jr., entre outros.
Faz sua 1ª exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil, na rua 7 de abril, em São Paulo.

1947

Participa das exposições coletivas: "19 Pintores" na União Cultural Brasil-Estados Unidos, em São Paulo, onde tira o terceiro lugar; do XI Salão do Sindicato De Artistas Plásticos do Estado de São Paulo; da Iª Exposição de Arte Coletiva, São Paulo e da exposição "desenhistas Brasileiros", em Praga, Checoslováquia.

1948

Participa de exposição coletiva na Galeria Domus, em São Paulo, juntamente com Enrico Camerini e Mário Gruber.

1949

Faz um curso de história da arte com o professor Pietro Maria Bardi, tornando-se monitor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), recém fundado

1950

Em 28 de julho nasce seu filho Pedro Martins, fruto de seu primeiro casamento com Amélia Bauerfeld.
Faz o Curso de Gravuras do MASP com Poty, a quem substitui nas várias ausências. Durante o curso tira vinte exemplares em água forte do álbum "Cenas da Seca do Nordeste", prefaciado por Raquel de Queirós.
Participa do IIº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, onde recebe Medalha de Bronze.
Em 4 de outubro, durante o curso de gravuras, conhece Cora Pabst, que será a sua companheira de toda a vida.

1951

Pinta dois painéis para o Ceará Rádio Clube. Faz exposição individual na União Cultural Brasil-Estados Unidos, em Fortaleza, Ceará. Volta para São Paulo viajando em caminhão "pau de arara", da pesquisa feita nessa viagem sai a primeira série de desenhos de "paus de arara", rendeiras e cangaceiros.
Recebe o Prêmio de Aquisição "Dona Olívia Guedes Penteado" ( único prêmio para desenho) na Iª Bienal de Artes de São Paulo. Com o dinheiro do prêmio pode voltar ao nordeste para seguir o roteiro do cangaço. Acompanhado por José da Caldas Zanini e Mário Cravo Jr., vai à Pageú das Flores, Caruaru, Geremoabo, Paulo Afonso, Canudos, Riacho do Navio, Pedra do Buick e a outras regiões da caatinga nordestina.

1952

Participa do IIº Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro; da "Exposición de Pinturas y Dibujos Brasileños", Santiago do Chile, Buenos Aires, Caracas; da Bienal de Veneza; da Coletiva Itinerante de Artistas Brasileiros, Japão, Estados Unidos, México, Chile e Bolívia. Com Mário Cravo e José Caldas Zanini, faz uma viagem pelo sertão baiano.
Desenha o logotipo da Editora Cultrix, de São Paulo.
Em 14 de outubro, uni-se à Cora Pabst que será sua companheira de toda vida.

1953

Participa da exposição "Brasilian Painters", em Tóquio, no Japão; do IIIº Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe o Certificado de Isenção do Júri; do Iº Salão do Centro Israelita de São Paulo; da IIª Bienal da São Paulo, onde recebe o Prêmio Aquisição "Nadir Figueiredo".
Faz individual exposição na Galeria de Arte, no Rio de Janeiro.

1954

Participa do IIIº Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o Prêmio de Aquisição; da exposição "Graveurs Brésiliens", em Genebra na Suíça; do IIIº Salão dos Independentes, grupo de Sérvulo Esmeraldo, em Fortaleza, Ceará; do Vº Salão de Artes Plásticas do Maranhão.
Realiza seu primeiro trabalho cenográfico para a peça "Lampião", de Raquel de Queirós, encenada no teatro Leopoldo Fróes, em São Paulo, com Sérgio Cardoso e Araçari de Oliveira.
Lança o álbum de xilogravuras "Cinco Carreiras de Cururu", com texto de Paulo Vanzolini, com tiragem de 150 volumes pela ou Grafix, São Paulo.
Participa da exposição do acervo do MASP, entre julho desse ano e janeiro do ano seguinte.

1955

Participa da ª Exposição Oficial de Pintura, em Atibaia, São Paulo; do Vº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, Bahia, onde recebe a Medalha de Ouro; da Bienal Internacional de Desenho e Gravura, em Lugano, Suíça; da IIIª Bienal de São Paulo, onde recebe o Prêmio de Desenho; do IVº Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe a "Pequena Medalha de Ouro".
Pinta o painel do bar "O Cangaceiro", no Rio de Janeiro, que logo se torna reduto da boemia carioca, freqüentado pintores, jornalistas e escritores da época, entre eles Dorival Caymmi e Ary Barroso. Em São Paulo, pinta um painel para a residência de Rudi Bonfiglioli, faz um painel de pastilhas para a Vidrotil, um painel para a Casa Beethoven, um para Companhia União de Refinadores(ma10c) (Café Caboclo), e um para a loja Adams.

1956

Participa do V Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe a Medalha de Ouro; da I Feira Anual de Artistas Plásticos de São Paulo, promovida pelo Clube dos Artistas Plásticos e Amigos da Arte, do qual foi fundador; da XXVIII Biennale di Venezia, Itália, onde recebe o Prêmio "Prezidente del Consigli dei Ministri", atribuído ao Melhor Desenhista Internacional; da "Mostra dei Premiatti alla XXVIII Biennale", na Galeria Internazionale d'Arte Moderna, em Messina.
Faz exposição individual na Galeria Oxumaré, em Salvador, Bahia; no Instituto Cultural Brasil-Uruguai e na Embaixada do Brasil em Montevidéu, organizada por Walter Wey, adido cultural do Brasil no Uruguai e patrocinada pelo então embaixador do Brasil, Berenguer Cesar; na província de Minas, também no Uruguai.
Expõe gravuras no Circolo dei Principi, em Roma, Itália, juntamente com o gravador Lívio Abramo.
Desenha o galo símbolo do "Baile do Galo Vermelho", promovido pelo Hotel da Bahia, em Salvador; a capa do livro "História do Modernismo Brasileiro - Antecedentes da Semana de Arte Moderna", de Mário da Silva Brito, lançado pela Editora Saraiva.
Faz uma gravura especialmente para o clube Amigos da Gravura do Rio de Janeiro. Ilustra "Sonetos de Bocage", lançado pela Editora Saraiva.
É incluído entre "Os Melhores Paulistas do Ano", pela revista Manchete, da Bloch Editora. É escolhido para fazer parte do Conselho Consultivo da diretoria do MASP.
Participa como jurado do Vº Salão Paulista de Arte Moderna.

1957

Recebe 7º lugar na enquete popular feita pelo jornal Última Hora, de São Paulo, para "O Homem do Ano", de 1956.
Participa da Exposição de Arte Brasileira, promovida pelo Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro, em Buenos Aires, Argentina; Juntamente com o gravador Lívio Abramo, faz exposição de gravuras, promovida pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo e pela Divisão Cultural do Itamaraty, na Embaixada do Brasil, em Berna, na Suíça; do VI Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe o Prêmio "Viagem ao País"; da exposição "Arte Moderno del Brasil", patrocinada pelo Itamaraty, em Buenos Aires, Argentina, e em Montevidéu, Uruguai.
Faz exposição individual na Galeria Bonino, em Buenos Aires, Argentina.
Recebe o Prêmio "Melhor Desenhista Brasileiro" na IV Bienal de São Paulo, dado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Seu desenho "Pássaro" é escolhido para cartão de natal da revista belga Quadrum".

1958

Participa de exposição na Galeria de Arte das Folhas, em São Paulo; do "International Festival of Art" do Festival Galleries, em New York, Estados Unidos da América.
Faz exposição individual em Washington, na Panamerican Union, organizada por Gomes Sicre. Permanece nos Estados Unidos, por três meses, a convite do Departamento de Estado Americano, visita a Filadélfia, Chicago, Detroit, Boston e New York; e na Galeria Bonino, em Buenos Aires, Argentina.
Faz Álbum de Silk Screem, com apresentação de Pietro Maria Bardi, com tiragem de 100 exemplares em edição bilíngüe, pela Galeria Bonina, Buenos Aires, Argentina.
Executa dois painéis para o Aeroporto de Congonhas, pintando-os sobre as paredes da Ala Internacional. Esses painéis se deterioraram e, apesar de Aldemir ter se proposto a restaurá-los, de graça, terminaram destruídos e o DAC mandou caiar as paredes onde estavam.
Recebe o Prêmio Jabotí Melhor Capa de Livro do Ano, atribuído pela Câmara Brasileira do Livro, pela capa de "História do Modernismo Brasileiro - Antecedentes da Semana de Arte Moderna", de Mário da Silva Brito, Editora Saraiva.
Em 24 de novembro, nasce sua filha Mariana Pabst Martins, fruto de sua união com Cora Pabst.

1959

Participa do "South American Art Today", no Museum of Fine Arts, em Dallas, Texas, nos Estados Unidos da América; da exposição "40 Artistas do Brasil", na Galeria São Luiz, em São Paulo; do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo; do VIII Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe o Prêmio Viagem ao Exterior.
Faz exposição individual no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, Bahia; e na Catherine Viviano Gallery, em New York, nos Estados Unidos da América.

1960

Participa da exposição "Artistas Brasileiros e Americanos", no MASP, patrocinada pelo Contemporany Arts and American Arts Institute; como Hors Concours da I Exposição de Artistas Mato-grossenses.
Faz exposição individual para a inauguração da Galeria Bonino do Rio de Janeiro.
Entrega à Editora Saraiva 90 ilustrações para a edição não expurgada, em nove volumes, do livro As mil e Uma Noites. Cria cartaz para a I Exposição do Cartaz de Arte, promovida pelo MAM de São Paulo. Ilustra, com gravuras em água forte, o livro "Passárgada" de Manuel Bandeira, Edição: 100 Bibliófilos, pela Fundação Raymundo de Castro Maia, no Rio de Janeiro. Edita (?) "Mestres do Desenho", com apresentação de Cassiano Ricardo, Editora Cultrix, São Paulo ( 4 edições esgotadas), pelo qual recebe a Medalha de Ouro na Bienal do Livro de São Paulo.
Em agosto vai para a Itália, onde passa a residir com a família no bairro de Monte Verde Vecchio, em Roma.

1961

Participa da "Exposição de Protesto Contra Invasão de Cuba", na Galeria Ferro di Cavallo, em Roma, Itália; da exposição "49 Pintores Italianos", na Galeria Triangolo, em Roma, Itália; com litogravuras de exposição no Palazzo Doria Pamphili, sede da Embaixada do Brasil em Roma, juntamente com o desenhista Arnaldo Pedroso d'Horta; de exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, sob patrocínio da Embaixada do Brasil em Portugal (Embaixador Negrão de Lima).
Faz exposição individual na Galeria Pogliani, em Roma, Na Itália. Na mesma galeria expõe uma série de litogravuras executadas na Litográfica Editrice Romero, em Roma.
Executa uma gravura especial para a Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

1962

Participa da coletiva "Arte Brasileira Moderna", com patrocínio da Embaixada dos Estados unidos e da Associação de Críticos de Arte, no Rio de Janeiro; da "Brasilianischen Kuenstler der Gegenwart", em Kassel, Alemanha; da "Aldemir Martins et Autre Brésiliens", em Rabat, Marrocos; da "Arte Brasileira", em Washington, Estados Unidos; e do IX Salão Oficial de Santos, São Paulo, onde recebe a Grande Medalha de Prata.
Faz exposição individual na Sala Nébli, em Madri, Espanha; na Galeria de Arte São Luiz, em São Paulo; na Dusseldorf Kuensthale Grabbeplatz, Alemanha; no Clube Atlético Paulistano, organizada pela Galeria Michel Weber; e na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro.
Ilustra a capa de "Il bosco degli Urogalli", de Mário Higoni Stern, Einaudi, Itália.
Cria o cenário para o I Festival da MPB, na TV Record de São Paulo, e apresenta o festival junto à Geraldo Vandré e Gilberto Gil.
Faz uma série de estamparia para tecidos da Rodhia Têxtil, que compõe a coleção Brazilian Nature, lançada no Nacional Clube, em São Paulo.

1963

Participa das exposições coletivas: "Gravuras, Desenhos e Litos de Isabel Pons e Aldemir Martins", nos museus de Angola, Luanda e Lobito, em Lourenço Marques, sob o patrocínio do Consulado do Brasil em Luanda. Mostra "8 Artistas do Museu da Universidade do Ceará", no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, Bahia. "Arte no IAB", no Instituto dos Arquitetos, São Paulo. II Leilão de Arte Contemporânea, em benefício do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Exposições individuais: na Galeria Querino, em Salvador, Bahia. Na Litográfica Editrice Romero, em Roma, Itália.
Ilustra: o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, pela Martins Editora, São Paulo; o livro "Cântico da Terra", poemas de Lupe Cotrim Garaude, desenhos de Aldemir Martins, pela Editora Massao Ohno, São Paulo; o livro "The Three Marias", de Raquel de Queiroz, em edição da Universidade do Texas, Estados Unidos.
É publicado o álbum "Aldemir Martins em Cores", com apresentação de Érico Veríssimo, tiragem de 500 exemplares pela Editora Cultrix, São Paulo.

1964

O desenho " Cangaçeiro" a nanquim e pincel foi doado por Assis Chateaubriand ao Museu L'Hermitage em São Petersburgo.
Exposição coletiva de tapeçaria com dois desenhos executados no Ateliêr Nicola-Douchez, São Paulo. "Brazilian Art Today" no Royal College of Art Galleries, em Londres, Berlim e Viena.
Lançada a séries "Goyana de Cora" , dois aparelhos de jantar em plástico com motivos em flôr de maracujá e cajú.

1965

Coletiva "Brazilian Art Today", coleção David Rockfeller, The Chase-Manhattan Bank, Nova York, Estados Unidos.
Individuais: no Instituto de Arte Conttemporânea sob o patrocínio da Embaixada do Brasil em Lima, Perú. Exposição. "Trabalhos de Cerâmica", na H Cerâmica em São Paulo.
Lançamento do álbum "Balaio", com apresentação de Jorge Amado, dez desenhos de frutas brasileiras feitos na Itália, Editora Civilização Brasileira, São Paulo.
Faz ilustrações para "Os Pastores da Noite" de Jorge Amado, Martins Editora, São Paulo.

1966

Exposições coletivas: "Brasilianischen Kuensten Heute" em Bonn, na Alemanha. "II Salon International -- Artistes et decouvertes du notre temps" na Galerie Pilotes, Lausanne, Suiça. "Gravadores de São Paulo", na Galeria de Arte 4 Planetas, São Paulo. Galeria Bonino, no Rio de Janeiro.
Exposiçõe Individuais: Galeria Bonino no Rio de Janeiro. "Futebol" na Casa do Brasil em Londres.
Lançamento de "Brasil, Futebol - Rei", desenhos de Aldemir Matins, com Fotos de Jorge Torok e texto de Araújo Neto, Editora Image, Rio de Janeiro. Inicia experiências na criação de esculturas em acrílico e jóias em ouro e prata, usando pedras semi-preciosas brasileiras, que foram expostas na Galeria Ao Gosto Augusta.

1967

Exposições coletivas: "XXI Salão de Municipal de Belas Artes", Belo Horizonte, Minas Gerais. Sala Especial no I Salão de Ouro Preto. Dez Destaques de 1966 no V Resumo de Arte do MAM do Rio de Janeiro. Sala Especial no II Salão Nacional de Artes Plásticas no MAM de Vitória, Espírito Santo. Exposição Coletiva de Arte Contemporânea no ColégioMaria Imaculada, São Paulo. "Khunstenaars van nu ui Brazilie", Bols Tavern, Amsterdan, Holanda.
Exposição individual na Galeria Astréia, em São Paulo.
É condecorado Cavaleiro da Ordem do Rio Branco.

[Continuação...]

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